Kim Yo Jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, acusou o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intensificar provocações contra a Coreia do Norte. Segundo a agência estatal KCNA, Kim declarou que essas ações justificam a ampliação do poderio nuclear do país.
A declaração ocorre após a chegada do porta-aviões USS Carl Vinson à Coreia do Sul no domingo (2), movimento que Kim classificou como parte de uma “política de confronto” contra a Coreia do Norte.
“Com a nova administração assumindo este ano, os EUA intensificaram as provocações políticas e militares contra a RPDC, mantendo a política hostil da gestão anterior”, afirmou Kim Yo Jong, segundo a KCNA. RPDC é a sigla para República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país.
Ela ainda ressaltou que “a política hostil dos EUA contra a RPDC justifica plenamente o fortalecimento indefinido de nosso arsenal nuclear”.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul rebateu as alegações, alegando que os comentários de Kim Yo Jong são uma tentativa de justificar o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime norte-coreano.
“As armas nucleares da Coreia do Norte nunca serão aceitáveis. A única forma de garantir sua sobrevivência é abandonar essa obsessão por armamento nuclear”, disse o ministério em comunicado.
No domingo (2), a Marinha sul-coreana confirmou a chegada do USS Carl Vinson à cidade portuária de Busan, no sul do país. O porta-aviões, movido a energia nuclear, é o primeiro a atracar em um porto sul-coreano desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro.
Kim Yo Jong também criticou a recente implantação dos bombardeiros estratégicos B-1B dos EUA na península coreana, utilizados em exercícios militares conjuntos com Japão e Coreia do Sul. Além disso, condenou a declaração feita em Munique, durante uma conferência de segurança em fevereiro, na qual os três aliados reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização da Coreia do Norte.
Durante seu primeiro mandato, Trump promoveu encontros frequentes com Kim Jong Un, destacando sua relação pessoal com o líder norte-coreano. O presidente americano afirmou recentemente que estaria disposto a retomar o diálogo com Pyongyang.